ele estava ansioso por saber o que a vida lhe preparava para o dia seguinte. Jerome estava cansado depois de um dia cheio de coisas para se fazer. algumas ele conseguira terminar mas, outras não menos importantes ficaram para trás e isso o deixava muito decepcionado consigo mesmo. a velha capacidade de poder perdoar os outros mas de não poder perdoar a nós mesmos. não que ele tenha esquecido de tirar alguém da forca ou algo parecido mas, para Jerome o simples fato de ter dito "eu farei" e não ter feito já o deixava irrequieto.
enquanto tomava banho para se sentir um pouco mais aliviado do dia atarefado que teve pensamentos vieram a sua mente. e esses pensamentos tinham nome: Sara. sempre a historia que não tem fim na vida humana. o fato de se apaixonar pela pessoa errada. como se a gente pudesse escolher quem amar. ou não amar.
saiu do banheiro, avisou sua mãe que não iria jantar e foi direto para sua cama. queria esquecer aquele dia. achava que dormindo poderia conseguir. deitou, fechou os olhos, e tentou dormir mas, sem sucesso. aquela imagem de Sara beijando outro rapaz não saía de sua mente. pegou o telefone. antes de discar algum número resolveu ver as horas. eram 22:34. se assustou ao perceber que já estava se revirando na cama tentando dormir desde as 22:00. o tempo passa rápido. voa mesmo. discou o número e aguardou um sinal do lado oposto da linha.
-alô, Sagulha? - disse Jerome.
- fala, Jerome, posso te ajudar em alguma coisa amigão?
-na verdade, não mas, precisava conversar com alguém. você viu o que Sara fez hoje? ela poderia ter tido um pouco mais de compaixão.
-Jerome, ela está apenas vivendo a vida dela. Você não pode querer que ela se prive das coisas por sua causa. você deveria fazer o mesmo. - Sagulha, como era conhecido pelos amigos, era o tipo de amigo perfeito. aquele que não fala as coisas que você quer ouvir mas, as coisas que você precisa ouvir. - olha, vamos dormir, amanhã podemos conversar mais, tudo bem?
- tudo bem, até amanhã Sagulha.
colocou o telefone no gancho e felizmente sentiu um pouco de tranquilidade. agora poderia dormir. e foi o que fez.
23 de set. de 2007
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