28 de set. de 2007

Imprevistos...

Jerome estava muito ansioso com toda aquela viagem, ele não conhecia nada do lugar pra onde iria, não tinha nada planejado, foi quando ele começou a pensar se o que estava fazendo era o Certo, assim que pensou nisso, para seu tomento, começou a se lembra de Sara, e concluiu que a viagem seria a melhor escolha, e ele ficou pensando por muito e muito tempo, pensando na sua mãe, em Sagulha, seu melhor amigo, do qual nem se despedira direito. E algumas vezes em Sara, nesse momento ele começou a sentir falta do velho Zé Fidalgo, Pois enquanto conversava, ele não tinha tempo pra ficar pensando em seus problemas, e foi ai que ele se lembrou da Chave, que agora estava em seu pescoço em sua corrente. De onde Seria esta Chave? Ele pegou o pequeno Bilhete deixado pelo Velho, e ficou imaginando de onde seria. A chave era já Antiga, mais bem conservada, parecia até fora guardada com muito cuidado por todo o seu tempo de existência. Enquanto ele ficava imaginando a possível aventura que teria pela frente, o ônibus dá uma parada brusca, e assusta a todos, no meio do caminho estava um animal morto, que pela distancia de seu acento, Jerome não conseguira identificar, o motorista assustado, pisou no freio bruscamente, e com essa parada brusca, o ônibus quebrou, no meio do nada, olhava para um lado, mato, olhava para o outro, mato, olhava pra trás só a estrada velha e esburacada, mais quando olharam pra frente e... não sentiram muita diferença. Eles estavam ilhados no meio do nada, tentavam pedir ajuda par a empresa do ônibus, mais nenhum celular pegava naquela região. Foi quando um menininho, que parecia ser o único que estava se divertindo com a situação percebeu a existência de um edifício muito pequeno, o motorista perguntou se alguém o acompanhava até lá, para verificar se havia um telefone.
Então foram os dois pela longa e cansativa caminhada até o tal edifico. A caminhada foi muito cansativa, e os dois já estavam exaustos, e quando o cansaço e a sede estavam quase os matando e eles pensaram que não iriam mais agüentar, eles chegaram aos portões do edificio de seu destino, eles estavam abertos, e eles entraram mesmo sem ser convidado, chegaram na porta e ansiosos ,tocaram a campainha.

26 de set. de 2007

A Viagem Parte 2 (no Onibus)

Depois de se sentar,Jerome resolver deixar tudo pra atrás,pensamentos e lembranças que o encomodavam...Ouvindo apenas seu Mp3 com suas musicas favoritas...Deixava a mente relaxar olhando para a janela.
No Onibus ainda tinha muitos lugares vagos,inclusive o banco ao seu lado.Em uma parada para reabastecer,saiu para dar uma olhada em volta,Perguntou a um dos passageiros,uma senhora de meio idade,qual era o destino do onibus,e ficou muito surpreso com a resposta,ele nunca tinha ido tão longe sozinho.Acre?Rio Branco?
Mas Jerome não tinha nada a perder,pelo contrario...estava disposto a aventuras...Voltaram na estrada e numa outra parada mais passageiros entram...Um Senhor já avançado em dias, se sentou ao lado de Jerome,Ele estava bem com seu MP3, mas o velho carregando um monte de bugigangas com cara de quem já viveu muita coisa e tá querendo contar um pouco,começa a conversar com ele...
-De onde você é meu jovem?Pergunta o velho.Não tem cara de quem tá voltando pra casa.
-É sim,nao sou de lá nao,mas estou indo pra conhecer,passear e distrair a cabeça...
O Velho o encarou por um momento e soltou:
-Foi uma mulher né?Por isso você está aqui?
-Sim,foi.Mas não quero mais pensar nela nao.Jerome não queria prolongar o assunto,mas o velho insistia...
-Tambem já gostei muito de uma moça,Quando eu era mais novo...Mas ela era muito pra mim...Filha dos patrões e moçinha fina!Não queria um empregado do pai...
Jerome começou a pensar que a viagem ia ser longa, ou ele entrava devez na conversa com o velho ou teria que trocar de lugar.
O velho ainda falava...Quando o onibus deu uma freada com tudo,todos ficaram assustados,mas nao era nada serio.O motorista então avisa:
-Ei pessoal,a pista está bem esburacada entao vamos bem devagarinho!
-Qual o nome do senhor?-pergunta Jerome ao velho.
-Pode me chamar de Zé Fidalgo...-responde o velho proseador...
Jerome então entra na conversa e deixa as horas passarem...Com tantas historias malucas do velho Zé Fidalgo,Jerome se diverte,e até se esquece do tempo...
Zé Fidalgo é sozinho e não tem mais muita coisa nessa vida,mas já teve muito.
-Jovem...Larguei minha familia para ir atrás de ganhar dinheiro.desperdicei muito do meu tempo,Já fiz muita burrada nessa vida,e já farriei muito também,mas o que vi nisso tudo é que a gente sempre pode recomeçar...e nunca se deve desistir dos seus sonhos...
Jerome ouviu atentamente o conselho do 'novo' amigo,mas foi apenas um conselho de quem já viveu muito...Jerome pensou.Eu estou apenas começando.
E um dia já se passa.No outro dia quando ele acorda o velho já não está mais do lado dele, ele acha estranho e pergunta pro motorista o que houve com o Zé Fidalgo.
O motorista então fala:
-Olha ele já foi embora hoje bem cedo...disse que ainda tinha algo pra fazer por aqui.Mas deixou um recado pra vc.
Jerome acha estranho, mas pega o bilhete,dentro do papel...Tinha uma chave e um endereço,no canto uma mensagem:"Jovem,quando eu conversava com vc ontem decidi correr atras de coisas que abandonei e valiam a pena.Lembre-se: As pessoas valem mais do que as coisas"
Intrigado,curioso pra saber de onde é a chave Jerome volta ao seu lugar e a viagem continua.

25 de set. de 2007

A Viagem - Parte 1

ao chegar em casa naquele dia, depois de rever sua amada sendo beijada por outro rapaz, Jerome resolveu tomar algumas decisões importantes em sua vida. resolveu viver acima de tudo. reparou que nos últimos dias estava apenas vivendo para sofrer e sentir pesar pelo término com Sara. a verdade é que ele ainda não conseguira esquecer de todos os momentos bons que passaram juntos. dos abraços, dos beijos, dos momentos felizes. resolveu passar alguns momentos na companhia de alguém que ele sabia que o amava mas, que ultimamente ele não estava amando: ele mesmo.
falou à sua mãe que precisava fazer uma viagem para esquecer dos problemas. sua mãe logo de pronto concordou com a idéia. ela já não aguentava ver o sofrimento do filho. e qualquer idéia que fosse para o bem dele ela com certeza apoiaria.
pois bem, Jerome resolveu pegar algumas coisas básicas. roupas, artigos de higiene, livros, e seu MP3. depois de tudo arrumado era hora de colocar tudo na mochila e partir. tudo estava certo quando sua mãe perguntou:
- filho, para onde você resolveu viajar?
- ainda não sei mãe mas, acho que saberei quando chegar na rodoviária.
- tudo bem filho mas, mande noticias. já sabe quanto tempo pretende ficar fora da cidade?
- ainda não mas, tranquei a faculdade e pedi licensa no trabalho para evitar problemas. creio que serão poucos dias, ou não. tudo dependerá dos acontecimentos.
- filho, se cuida.
- não se preocupe. não poderei ficar pior, acredite em mim.
logo em seguida Jerome partiu rumo a um destino que ele ainda não sabia qual era mas, que acreditava ele, seria um bom destino.
ao chegar na rodoviária ele se deparou com as placas falando os mais diversos lugares para se viajar. ele ficou confuso. resolveu confiar no acaso. saiu da rodoviária e andou um pouco. chegou até uma parada de ônibus onde passavam alguns ônibus que saíam da rodoviária. - pegarei o primeiro que passar - pensou. o ônibus chegou e Jerome subiu, pagou a passagem ao motorista e se sentou. na placa dizia: rio branco-acre.

24 de set. de 2007

Enfim, Coragem....

Foi difícil se concentrar nos estudos...Jerome sempre foi muito apaixonado por Sara,mas por muito tempo manteve isso em segredo,cresceram juntos e como um amor platônico,tinha medo da reação dela, medo de perdê-lá...Até que os anos se passaram,nao eram mais crianças.Estavam com os hormônios a flor da pele.Jerome a via todos os dias ,na escola, na rua,quando voltava do trabalho...Mas nunca achou coragem...Sagulha até tentou ajudar o amigo,criou muitas oportunidades pra eles,Teve um dia que quase foi...Ele quase disse...Mas aí Sara disse uma frase que ele não queria ouvir:- você é meu melhor "Amigo".
-Amigo???Jerome não queria ser mais só amigo.Mas o medo falou mais alto como sempre, e ele se calou.
E agora veja como está?!Sofrendo...a vendo passar espalhando aquele perfume que não saí do olfato de Jerome com os cabelos soltos tão lindos e brilhantes,com um sorriso que faz com que o coração dele dispare e não consiga ver mais nada ao redor...Mas desde que viu aquela cena horrível do amor da sua vida beijando outro,aquele tal de"Podrico"...tem criado coragem...
Assim que chega o intervalo,Sagulha fiel amigo e conselheiro o encoraja.
_Jerome... você pode esquecer está garota.Existem tantas garotas aqui...
E realmente havia muitas, de todos os tipos e pra todos gostos...
Mas é tão fácil falar quando não se sente,e Jerome sentia,sentia que a perderia, para um infeliz que nem a conhece como ele a conhece que não a ama como ele sempre a amou, que talvez a faça sofrer e isso ele não podia deixar acontecer...sofreria mais do que já estava se visse Sara sofrendo...
Seus olhos procuravam por ela ao mesmo tempo que não queriam -la. Então a vê passar...ela o encara com um sorriso...E ele contemplando o andar da sua amada, nem percebe que em seu encontro vem o causador de todo esse sofrimento,Cedrico carinhosamente apelidado de "Podrico".Seus olhos de alegria mudaram para um olhar de ira,e quase que tomado por um impulso,uma coragem que raramente ele demonstra...se atreve a parar bem na frente do Dito Cujo.Ficaram se olhando por uns poucos segundos como se fossem se atracar com os olhos,mas são interrompidos por ela,Sara que abraça Podrico e a cena se repete e dessa vez Jerome não vai esquecer mesmo...

Podrico, O "Talarico"

No Dia Seguinte, Jerome acorda com sua mãe Dalila lhe dizendo que já havia dormido de mais, e deveria acordar, ele não deu muita bola pro que ela disse, depois do dia anterior, ele não sabia se conseguiria levantar da cama.
Reunindo todas suas forças ele levantou e foi ao banheiro, quando se olhou no espelho, ficou com a imagem de sara e aquele outro rapaz se beijando. Jerome, apesar de nunca antes ter visto aquele rapaz, sentia um ódio mortal por ele. Jerome era capaz de fazer qualquer coisa por sara, pois amava Sara desde seus 8 anos de idade, mais nunca foi correspondido.
E ele ficou desligado, somente olhando para o espelho, e lembrando a imagem de sua amada sendo beijada por outro, só acordou pra vida, quando sua mãe gritou do outro lado da porta dizendo que ele já estava atrasado. Ele até gostou da idéia de estar atrasado para a escola, pois se ele não fosse, não teria que ver Sara, e assim ele não ficaria sofrendo, mais sua mãe irredutível, quase que o obrigou a ir. E ele foi.
Chegando lá, já com os portões fechados, ele foi obrigado a ter que pagar para Elias o porteiro deixa-lo entrar sem que contasse nada para o diretor, pois o mesmo, disse que caso se atrasa-se novamente, teria suas punições.
Quando ele se aproximou do corredor de sua sala, viu um casal se beijando, e logo imaginou que fosse Sara e seu novo namorado, mais não era, porém mesmo assim a imagem de Sara e aquele desconhecido ficou mais forte em sua cabeça.
Quando entrou na sala, Sagulha estava a sua espera, ele tinha pesquisado com o grupinho de meninas mais fofoqueiras de toda a Vila Dacótinha, informações sobre o misterioso individuo que beijava Sara. Mais não Conseguiu muita coisa, Apenas descobriu que seu nome era Cedrico, que Jerome “carinhosamente” apelidou de Podrico, o Talarico.
Eles ficaram a aula toda pensando quem era o tal podrico. De onde ele veio? Quem realmente era ele? E porque Sara estava beijando ele?
Mais essas perguntas não estavam sendo respondidas... Então eles resolveram tentar esquecer por alguns momentos e prestar atenção na explicação da prova de Botânica, pelo menos até o intervalo.

23 de set. de 2007

Jerome

ele estava ansioso por saber o que a vida lhe preparava para o dia seguinte. Jerome estava cansado depois de um dia cheio de coisas para se fazer. algumas ele conseguira terminar mas, outras não menos importantes ficaram para trás e isso o deixava muito decepcionado consigo mesmo. a velha capacidade de poder perdoar os outros mas de não poder perdoar a nós mesmos. não que ele tenha esquecido de tirar alguém da forca ou algo parecido mas, para Jerome o simples fato de ter dito "eu farei" e não ter feito já o deixava irrequieto.
enquanto tomava banho para se sentir um pouco mais aliviado do dia atarefado que teve pensamentos vieram a sua mente. e esses pensamentos tinham nome: Sara. sempre a historia que não tem fim na vida humana. o fato de se apaixonar pela pessoa errada. como se a gente pudesse escolher quem amar. ou não amar.
saiu do banheiro, avisou sua mãe que não iria jantar e foi direto para sua cama. queria esquecer aquele dia. achava que dormindo poderia conseguir. deitou, fechou os olhos, e tentou dormir mas, sem sucesso. aquela imagem de Sara beijando outro rapaz não saía de sua mente. pegou o telefone. antes de discar algum número resolveu ver as horas. eram 22:34. se assustou ao perceber que já estava se revirando na cama tentando dormir desde as 22:00. o tempo passa rápido. voa mesmo. discou o número e aguardou um sinal do lado oposto da linha.
-alô, Sagulha? - disse Jerome.
- fala, Jerome, posso te ajudar em alguma coisa amigão?
-na verdade, não mas, precisava conversar com alguém. você viu o que Sara fez hoje? ela poderia ter tido um pouco mais de compaixão.
-Jerome, ela está apenas vivendo a vida dela. Você não pode querer que ela se prive das coisas por sua causa. você deveria fazer o mesmo. - Sagulha, como era conhecido pelos amigos, era o tipo de amigo perfeito. aquele que não fala as coisas que você quer ouvir mas, as coisas que você precisa ouvir. - olha, vamos dormir, amanhã podemos conversar mais, tudo bem?
- tudo bem, até amanhã Sagulha.
colocou o telefone no gancho e felizmente sentiu um pouco de tranquilidade. agora poderia dormir. e foi o que fez.