20 de out. de 2007

Batendo saudade...

Depois que todos os passageiros chegaram na casa da Dona Flor,foram logo arranjando um lugarzinho para dormirem.A casa de dona flor era muito grande,tinha espaço pra muita gente e Jerome não entendia por que ela morava ali sozinha.Dona Flor era muito bondosa,ofereceu o quarto que era de seu filho para Jerome descançar...Ela era viúva e seus nove filhos já tinham todos suas vidas arrumadas e explicou a Jerome que a maior alegria de sua vida foi ter dado tudo o que podia a seus filhos e que hoje mesmo sozinha se sentia muito realizada.Jerome sentiu saudades de sua mãezinha, do apoio que ela tinha dado a ele sempre, pelos conselhos sábios, sentiu uma enorme vontade de falar com sua mãe...Então saiu para procurar um orelhão mais próximo, e ligou...Foi muito bom ouvir a voz dela, nem fazia muito tempo que estava longe, mas estava com um nó na garganta e tinha que falar o quanto ele era grato por ela...contou as novidades e sobre as pessoas que ia conhecendo pelo caminho...E ela lhe disse:- Filho você aprenderá muitas coisas nessa viajem,não se preocupe em voltar logo, só me ligue sempre!!
Depois de se despedir novamente de sua mãe, Jerome foi dar uma volta. A cidadezinha era bem pequena...as ruas bem escuras,mas a Lua estava linda bem grande e amarelinhá,Já era tarde da noite mas Jerome encontrou uma lanchonete aberta,resolveu entrar para tomar uma Coca...Tinha muita gente lá...familias tomando sorvete, homens jogando, Entao ele se sentou numa mesa e ficou ali observando tudo e pensando na vida,mas por mais que ele pensava nao conseguia imaginar como seria o seu futuro, parecia algo tão longe tão distante...Então uma moça pediu para sentar ao seu lado, era uma moça diferente,um pouko caipira, sem muito charme, mas ele deixou é claro...Seu nome era Anali, e ela disse:
-Você não é daqui, o que está procurando?
Jerome se lembrou que tinha algo para procurar-Preciso de um mecânico, o onibus que estavamos viajando quebrou, e teremos que passar a noite na casa de Dona flor até acharmos alguem para concertá-lo.
-Então você está com sorte! já encontrou!.Anali era mecânica... isso explicava o jeitão nada delicado dela.pensou Jerome.
-Amanhã bem cedo vamos ver o que aconteceu com seu onibus.Entao ela se retira assim como chegou e Jerome também...Teve um dia bem cheio,só quer descansar...

6 de out. de 2007

Silêncio

Ninguém atendeu na primeira vez, eles resolveram apertar de novo e aguardar...nada.Resolveram tentar entrar...a porta estava trancada,eles acharam estranho,parecia ter gente lá dentro, as janelas estavam abertas.Eles acharam que não queriam atendê-los mas Jerome estava cansado de deixar as coisas passarem diante de seus olhos, resolveu bater na porta, tocar a campainha mais vezes, jogar pedras nas janelas, ele achou que isso adiantaria. Realmente adiantou. Vieram atendê-los. Foi uma senhora muito simpática quem atendeu a porta: -Desculpem-me pela demora, é que sou um pouco surda...-disse a senhorinha-só vi que tinha gente aqui quando uma pedra acertou minha mesa. Jerome sentiu-se envergonhado mas sorriu: Desculpa senhora, é que estamos precisando da sua ajuda, nosso ônibus quebrou, a senhora por um acaso não teria um telefone?-perguntou Jerome.
-Ahn??Você não poderia falar um pouco mais alto?Quem está com fome?!?. Jerome e o motorista viram que a senhora não era um pouco mas sim totalmente surda, acharam que seria melhor ir buscar as pessoas da viagem e se hospedarem ali mesmo se a senhora concordasse. Ficou resolvido, Jerome ficaria com ela enquanto o sr Tiago iria buscar as outras pessoas. Eles entraram descansaram um pouco e Tiago partiu. Jerome ficou ali sozinho com D.Flor, (que era como ela tinha pedido que eles a chamassem) e ele encontrou nela uma afinidade muito grande. Jerome normalmente não gostava de conversar com idosos, principalmente se estes fossem surdos, mas Jerome ouvia as histórias de D. Flor com uma paixão como se estivesse conversando com Sara (ah...a Sara, ele nem havia pensado nela por uma tarde quase que inteira, começava a pensar que sua viagem faria muito bem a ele), enquanto ele "conversava" com ela, ele lembra de a ter ouvido dizer que ele era um rapaz muito corajoso, que enquanto muitas pessoas passavam por ali sem serem notadas, ele tinha feito coisas que pessoas normalmente teriam medo de fazer. Jerome pensou nisso, pensou no medo que ele tinha de falar a verdade à Sara, pensou em sua vida.
Estava começando a anoitecer e o sr Tiago chegou com os passageiros.
Jerome aprendeu uma lição com D. Flor naquela tarde: aprendemos muitas coisas em silêncio, mas isso não quer dizer que o silêncio é sempre a melhor decisão a ser tomada!