19 de abr. de 2008

Morte de Dalila

No caminho para sua casa ficou pensando em maneiras de como ganhar dinheiro para comprar a tal passagem. Ao chegar em sua casa a encontrou completamente devastada. A porta estava arrombada. Ao entrar encontrou a sala com os moveis todos revirados e alguns até mesmo quebrados. Começou a ficar preocupado com aquilo tudo e começou a chamar pelo nome de sua mãe, Dalila, mas sem ouvir nenhum sinal dela. Quando chega no quarto é que ele se dá conta do porque de não ter ouvido nenhuma palavra de sua mãe: Dalila se encontrava ao pé de sua cama com uma mancha crescente de sangue na área do peito. Sem saber qual reação tomar Jerome se aproxima de sua amada mãe:

- o que houve com a senhora, mãe?

- houve um assalto aqui em casa filho – conta a mãe com dificuldade para falar.- mas não se preocupe filho, não há nada mais o que fazer. Já perdi muito sangue e quero somente lhe dizer algumas palavras. Espero que você encontre a felicidade e nunca desista de seus sonhos. A vida ainda esta começando para você. Aproveite ela o máximo que puder. Na minha penteadeira há uma caixinha com algumas coisas que quero que você cuide com bastante carinho. Ame, meu filho. Ame.

E com essas palavras Dalila se despede. Jerome num misto de dor e perplexidade entra em pânico ao ver sua mãe ali no chão sem vida. Chama uma ambulância. A ambulância chega, mas, não há nada mais a fazer. Ela esta morta. Pra Jerome resta somente a dor da perda.

Filme

Mesmo sem saber o porque de ter tomado aquele tipo de atitude Jerome foi para casa feliz. Chegou em casa e resolveu assistir televisão. Ao ligar sua tv se deparou com um filme em que o personagem principal se apaixonava por uma moça que ele não podia ter, mas mesmo assim correu atrás dos seus sonhos e conseguiu conquistar o amor de sua vida. Enquanto Jerome assistia aquele um pensamento tomou conta de sua mente: sentia que deveria correr atrás do sonho que teve.

No dia seguinte resolveu começar a por em pratica seu plano de encontrar uma pessoa que ele não sabia o nome completo, somente sabia que se chamava Anali; não sabia onde morava (somente sabia que morava no caminho de ida ao Acre) e que tinha uma pessoa chamada Dona Flor que morava na mesma cidade em que ela. Poderia parecer uma coisa quase impossível, mas ele estava precisando de uma aventura para ocupar sua mente e ajudá-lo a esquecer Sara, se bem que ultimamente seus pensamentos estavam concentrados em Anali.

Resolveu correr atrás. Foi para o computador pesquisar alguma coisa sobre as informações que possuía. Entrou no Google e procurou por uma mecânica chamada Anali. Não ficou muito animado ao ver que constavam aproximadamente 1.980.000 respostas para a pesquisa. Procurar por uma Dona Flor que morasse no Acre também não surtiu o efeito desejado. Resolveu então comprar uma passagem para o Acre. Chegando na rodoviária quase desistiu de sua aventura ao ver que não é tão barata assim uma passagem para o Acre. E como não tinha o dinheiro suficiente para comprá-la resolveu aguardar um pouco mais até começar a sua busca.

23 de dez. de 2007

Sonho

Jerome acorda sem saber o que esta acontecendo. Era somente um sonho. Tudo aquilo era sonho. A viagem, o incidente do ônibus, a casa de Dona Flor, Anali. Tudo.
Ele acorda com aquela triste sensação de que os problemas ainda continuam. Pensa que seria muito bom se tudo aquilo que aconteceu em seu sonho fosse real. As lembranças de Sara ainda invadem sua mente.
Ele se levanta para encarar mais um dia. E novas lembranças começam a fazer parte de seus pensamentos. Ele começa a se lembrar de Anali.
- Quem será essa Anali? – pensa Jerome.
Ele lembrava vagamente dos traços físicos de Anali, afinal a havia visto somente em seus sonhos. Achava aquilo tudo muito estranho.
Tomou banho, se arrumou e foi para a faculdade. A idéia de se afastar por uns tempos agora já não faziam parte de seus planos.
Foi para a faculdade. Encontrou Sagulha e lhe contou tudo o que havia acontecido. Sagulha riu achou tudo muito estranho também mas, ficou feliz em saber que o amigo tinha outra pessoa em mente. E sabia que isso o ajudaria bastante no processo de esquecer Sara. As aulas aconteceram em paz naquele dia. Um fato interessante aconteceu. Sara apareceu com o tal “Podrico” de mãos dadas mas, para completa surpresa de Sagulha, Jerome até mesmo cumprimentou os dois com um aceno de mãos.
- Você reparou no que fez, Jerome?
- O que?
- Você acabou de cumprimentar Sara e seu namorado.
- Foi? Nem reparei.

20 de out. de 2007

Batendo saudade...

Depois que todos os passageiros chegaram na casa da Dona Flor,foram logo arranjando um lugarzinho para dormirem.A casa de dona flor era muito grande,tinha espaço pra muita gente e Jerome não entendia por que ela morava ali sozinha.Dona Flor era muito bondosa,ofereceu o quarto que era de seu filho para Jerome descançar...Ela era viúva e seus nove filhos já tinham todos suas vidas arrumadas e explicou a Jerome que a maior alegria de sua vida foi ter dado tudo o que podia a seus filhos e que hoje mesmo sozinha se sentia muito realizada.Jerome sentiu saudades de sua mãezinha, do apoio que ela tinha dado a ele sempre, pelos conselhos sábios, sentiu uma enorme vontade de falar com sua mãe...Então saiu para procurar um orelhão mais próximo, e ligou...Foi muito bom ouvir a voz dela, nem fazia muito tempo que estava longe, mas estava com um nó na garganta e tinha que falar o quanto ele era grato por ela...contou as novidades e sobre as pessoas que ia conhecendo pelo caminho...E ela lhe disse:- Filho você aprenderá muitas coisas nessa viajem,não se preocupe em voltar logo, só me ligue sempre!!
Depois de se despedir novamente de sua mãe, Jerome foi dar uma volta. A cidadezinha era bem pequena...as ruas bem escuras,mas a Lua estava linda bem grande e amarelinhá,Já era tarde da noite mas Jerome encontrou uma lanchonete aberta,resolveu entrar para tomar uma Coca...Tinha muita gente lá...familias tomando sorvete, homens jogando, Entao ele se sentou numa mesa e ficou ali observando tudo e pensando na vida,mas por mais que ele pensava nao conseguia imaginar como seria o seu futuro, parecia algo tão longe tão distante...Então uma moça pediu para sentar ao seu lado, era uma moça diferente,um pouko caipira, sem muito charme, mas ele deixou é claro...Seu nome era Anali, e ela disse:
-Você não é daqui, o que está procurando?
Jerome se lembrou que tinha algo para procurar-Preciso de um mecânico, o onibus que estavamos viajando quebrou, e teremos que passar a noite na casa de Dona flor até acharmos alguem para concertá-lo.
-Então você está com sorte! já encontrou!.Anali era mecânica... isso explicava o jeitão nada delicado dela.pensou Jerome.
-Amanhã bem cedo vamos ver o que aconteceu com seu onibus.Entao ela se retira assim como chegou e Jerome também...Teve um dia bem cheio,só quer descansar...

6 de out. de 2007

Silêncio

Ninguém atendeu na primeira vez, eles resolveram apertar de novo e aguardar...nada.Resolveram tentar entrar...a porta estava trancada,eles acharam estranho,parecia ter gente lá dentro, as janelas estavam abertas.Eles acharam que não queriam atendê-los mas Jerome estava cansado de deixar as coisas passarem diante de seus olhos, resolveu bater na porta, tocar a campainha mais vezes, jogar pedras nas janelas, ele achou que isso adiantaria. Realmente adiantou. Vieram atendê-los. Foi uma senhora muito simpática quem atendeu a porta: -Desculpem-me pela demora, é que sou um pouco surda...-disse a senhorinha-só vi que tinha gente aqui quando uma pedra acertou minha mesa. Jerome sentiu-se envergonhado mas sorriu: Desculpa senhora, é que estamos precisando da sua ajuda, nosso ônibus quebrou, a senhora por um acaso não teria um telefone?-perguntou Jerome.
-Ahn??Você não poderia falar um pouco mais alto?Quem está com fome?!?. Jerome e o motorista viram que a senhora não era um pouco mas sim totalmente surda, acharam que seria melhor ir buscar as pessoas da viagem e se hospedarem ali mesmo se a senhora concordasse. Ficou resolvido, Jerome ficaria com ela enquanto o sr Tiago iria buscar as outras pessoas. Eles entraram descansaram um pouco e Tiago partiu. Jerome ficou ali sozinho com D.Flor, (que era como ela tinha pedido que eles a chamassem) e ele encontrou nela uma afinidade muito grande. Jerome normalmente não gostava de conversar com idosos, principalmente se estes fossem surdos, mas Jerome ouvia as histórias de D. Flor com uma paixão como se estivesse conversando com Sara (ah...a Sara, ele nem havia pensado nela por uma tarde quase que inteira, começava a pensar que sua viagem faria muito bem a ele), enquanto ele "conversava" com ela, ele lembra de a ter ouvido dizer que ele era um rapaz muito corajoso, que enquanto muitas pessoas passavam por ali sem serem notadas, ele tinha feito coisas que pessoas normalmente teriam medo de fazer. Jerome pensou nisso, pensou no medo que ele tinha de falar a verdade à Sara, pensou em sua vida.
Estava começando a anoitecer e o sr Tiago chegou com os passageiros.
Jerome aprendeu uma lição com D. Flor naquela tarde: aprendemos muitas coisas em silêncio, mas isso não quer dizer que o silêncio é sempre a melhor decisão a ser tomada!

28 de set. de 2007

Imprevistos...

Jerome estava muito ansioso com toda aquela viagem, ele não conhecia nada do lugar pra onde iria, não tinha nada planejado, foi quando ele começou a pensar se o que estava fazendo era o Certo, assim que pensou nisso, para seu tomento, começou a se lembra de Sara, e concluiu que a viagem seria a melhor escolha, e ele ficou pensando por muito e muito tempo, pensando na sua mãe, em Sagulha, seu melhor amigo, do qual nem se despedira direito. E algumas vezes em Sara, nesse momento ele começou a sentir falta do velho Zé Fidalgo, Pois enquanto conversava, ele não tinha tempo pra ficar pensando em seus problemas, e foi ai que ele se lembrou da Chave, que agora estava em seu pescoço em sua corrente. De onde Seria esta Chave? Ele pegou o pequeno Bilhete deixado pelo Velho, e ficou imaginando de onde seria. A chave era já Antiga, mais bem conservada, parecia até fora guardada com muito cuidado por todo o seu tempo de existência. Enquanto ele ficava imaginando a possível aventura que teria pela frente, o ônibus dá uma parada brusca, e assusta a todos, no meio do caminho estava um animal morto, que pela distancia de seu acento, Jerome não conseguira identificar, o motorista assustado, pisou no freio bruscamente, e com essa parada brusca, o ônibus quebrou, no meio do nada, olhava para um lado, mato, olhava para o outro, mato, olhava pra trás só a estrada velha e esburacada, mais quando olharam pra frente e... não sentiram muita diferença. Eles estavam ilhados no meio do nada, tentavam pedir ajuda par a empresa do ônibus, mais nenhum celular pegava naquela região. Foi quando um menininho, que parecia ser o único que estava se divertindo com a situação percebeu a existência de um edifício muito pequeno, o motorista perguntou se alguém o acompanhava até lá, para verificar se havia um telefone.
Então foram os dois pela longa e cansativa caminhada até o tal edifico. A caminhada foi muito cansativa, e os dois já estavam exaustos, e quando o cansaço e a sede estavam quase os matando e eles pensaram que não iriam mais agüentar, eles chegaram aos portões do edificio de seu destino, eles estavam abertos, e eles entraram mesmo sem ser convidado, chegaram na porta e ansiosos ,tocaram a campainha.

26 de set. de 2007

A Viagem Parte 2 (no Onibus)

Depois de se sentar,Jerome resolver deixar tudo pra atrás,pensamentos e lembranças que o encomodavam...Ouvindo apenas seu Mp3 com suas musicas favoritas...Deixava a mente relaxar olhando para a janela.
No Onibus ainda tinha muitos lugares vagos,inclusive o banco ao seu lado.Em uma parada para reabastecer,saiu para dar uma olhada em volta,Perguntou a um dos passageiros,uma senhora de meio idade,qual era o destino do onibus,e ficou muito surpreso com a resposta,ele nunca tinha ido tão longe sozinho.Acre?Rio Branco?
Mas Jerome não tinha nada a perder,pelo contrario...estava disposto a aventuras...Voltaram na estrada e numa outra parada mais passageiros entram...Um Senhor já avançado em dias, se sentou ao lado de Jerome,Ele estava bem com seu MP3, mas o velho carregando um monte de bugigangas com cara de quem já viveu muita coisa e tá querendo contar um pouco,começa a conversar com ele...
-De onde você é meu jovem?Pergunta o velho.Não tem cara de quem tá voltando pra casa.
-É sim,nao sou de lá nao,mas estou indo pra conhecer,passear e distrair a cabeça...
O Velho o encarou por um momento e soltou:
-Foi uma mulher né?Por isso você está aqui?
-Sim,foi.Mas não quero mais pensar nela nao.Jerome não queria prolongar o assunto,mas o velho insistia...
-Tambem já gostei muito de uma moça,Quando eu era mais novo...Mas ela era muito pra mim...Filha dos patrões e moçinha fina!Não queria um empregado do pai...
Jerome começou a pensar que a viagem ia ser longa, ou ele entrava devez na conversa com o velho ou teria que trocar de lugar.
O velho ainda falava...Quando o onibus deu uma freada com tudo,todos ficaram assustados,mas nao era nada serio.O motorista então avisa:
-Ei pessoal,a pista está bem esburacada entao vamos bem devagarinho!
-Qual o nome do senhor?-pergunta Jerome ao velho.
-Pode me chamar de Zé Fidalgo...-responde o velho proseador...
Jerome então entra na conversa e deixa as horas passarem...Com tantas historias malucas do velho Zé Fidalgo,Jerome se diverte,e até se esquece do tempo...
Zé Fidalgo é sozinho e não tem mais muita coisa nessa vida,mas já teve muito.
-Jovem...Larguei minha familia para ir atrás de ganhar dinheiro.desperdicei muito do meu tempo,Já fiz muita burrada nessa vida,e já farriei muito também,mas o que vi nisso tudo é que a gente sempre pode recomeçar...e nunca se deve desistir dos seus sonhos...
Jerome ouviu atentamente o conselho do 'novo' amigo,mas foi apenas um conselho de quem já viveu muito...Jerome pensou.Eu estou apenas começando.
E um dia já se passa.No outro dia quando ele acorda o velho já não está mais do lado dele, ele acha estranho e pergunta pro motorista o que houve com o Zé Fidalgo.
O motorista então fala:
-Olha ele já foi embora hoje bem cedo...disse que ainda tinha algo pra fazer por aqui.Mas deixou um recado pra vc.
Jerome acha estranho, mas pega o bilhete,dentro do papel...Tinha uma chave e um endereço,no canto uma mensagem:"Jovem,quando eu conversava com vc ontem decidi correr atras de coisas que abandonei e valiam a pena.Lembre-se: As pessoas valem mais do que as coisas"
Intrigado,curioso pra saber de onde é a chave Jerome volta ao seu lugar e a viagem continua.